terça-feira, 30 de setembro de 2008

Cultura de Paz, Valores Humanos e Ecologia Profunda....

Estou me envolvendo muito com estas temáticas nos últimos dias. No fim de semana entre os dias 20 e 21 de setembro ajudei a organizar a Vivência sobre Valores Humanos e Cultura de Paz, no Sítio Veredas de Cristal, na Serra dos Pireneus em Pirenópolis (GO).

Com toda certeza foi um momento mágico e de profunda energia positiva, ao qual pudemos contar com a coordenação da Profª. Drª. Rosa Maria Viana, docente da Universidade Salgado de Oliveira.
 Compartilhar da presença da Rosa é um presente muito grande.

A experiência foi teórico-vivencial e nos transportou (alguns integrantes do CJ-GO) para uma nova maneira de ver o mundo, de compreende-lo e de nos compreender a nós mesmos.

Ontem, dia 29 de setembro, tive outra oportunidade de estar com a Rosa, no IX Encontro da Bacia do João Leite para cantar mais uma vez a música do grande sábio, que nos ensina um pouco mais sobre o amor. Cantá-la em coletivo é uma experiência muito forte e relaxante. A música foi cantada diversas vezes na Rio 92...













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Um dia perguntei ao Wiracocha/
Quem eu sou/
De onde vim/
Para onde vou?

Ele me deu a resposta mais linda/
Que alguém pode dar ao seu amor...  
   
Eu vim com o TEMPO/  
Eu vim com o VENTO/  
Eu vim com a TERRA/  
Meu amor me chamou (bis) 
  
Eu vim com as AVES/  
Eu vim com as ÁGUAS/  
Eu vim com o FOGO/  
Eu sou o amor (bis)   

Nina Oni Ayrá Pachamama êêêê.... 
Nina Oni Ayrá Pachamama áááá.... 
    
Nina Oni Ayrá Pachamama êêêê....
Nina Oni Ayrá Pachamama áááá.... 


Saiba mais:

domingo, 28 de setembro de 2008

Em Corumbá (GO)

Olá caríssimos amigos e amigas,

Lhes escrevo para contar das minhas últimas andanças.

Este fim de semana fui conhecer o Salto de Corumbá, na Cidade de Corumbá de Goiás, a segunda cidade mais antida do Estado e Patrimônio Nacional. Fomos eu, Patricia, Mariana sua irmã e o Hudson (amigo da irmã, rs), ficamos no chalé do Júnior, o jovem proprietário do Recanto Martins, que nos recebeu muito bem.

Tomamos banho de água gelada do Rio Corumbá, comemos pamonha, brincamos no parquinho público e até assistimos um comício de um candidato a prefeito da cidade, hehehe.... Enfim... foi desestressante e divertido, pena que a Patricia teve uma infecção intestinal e sem farmácia aberta quando precisamos. Mas na hora "H" conseguimos remédio em um comércio local, aliás povo muito hospitaleiro.

Falta investir no turismo local, falta banco no fim de semana e mais opções de alimentação... tarefa do futuro prefeito e futuros vereadores investirem... pelos tons dos discursos parece que esta vai ser uma prioridade, mas só parece, rs... vamos ver no que vai dar.

Antes de ir em embora conhecemos o Sr. Ramir, que nos apresentou a história da cidade e nos mostrou o Memorial dos Imortais, já que a cidade foi berço de Bernardo Elis e de José J. Veiga, grandes nomes da literatura Brasileira.

Também conhecemos o Ernane, jovem que milita na área ambiental do município. Foi um primeiro contato, quem sabe não teremos um novo Coletivo Jovem de Meio Ambiente em Goiás?!

Com certeza vale a pena conhecer a cidade bela de cultura e raiz Goiana. Valorizar o patrimônio histórico e cultural dos Goianos é uma tarefa de todos nós. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

JUVENTUDE E A REFLEXÃO SOCIOAMBIENTAL

Por Diogo Damasceno Pires

Muitos são os sonhos e desafios, que permeiam o imaginário da juventude, ou melhor, das juventudes[1], já que estas são plurais e muito diversificadas, cada qual carregando consigo seus anseios, aspirações, angústias e esperanças de um modo diferente umas das outras.

As juventudes vivem hoje um contexto muito interessante no Brasil no que diz respeito ao seu envolvimento com as questões socioambientais. Percebemos a temática ambiental como tema emergente, sendo pautado na atualidade pelos movimentos e organizações de juventude. Na rua, na praça, na universidade ou em qualquer ambiente de encontro destas juventudes é natural perceber as preocupações destes atores sociais, principalmente no que diz respeito às problemáticas ambientais.

Respondendo a uma pergunta da Aracati [2], uma ONG voltada para a mobilização juvenil, respondi o que era ser jovem, da seguinte forma: “Ser jovem é ter vontade de fazer mais. Energia. É estado de espírito e respeito à diversidade, pois a juventude é plural e tem diversas tribos. Ser jovem é antes de tudo a tentativa de compreender o mundo a nossa volta”. E é nesta tentativa de compreensão do mundo que, surgem jovens mais preocupados com mundo a nossa volta e com disposição para transformá-lo.

No Brasil constitui-se, portanto, um novo movimento, com o engajamento de diversos jovens em prol da temática Juventude e Meio Ambiente, sendo pautados por um diálogo aberto entre vários movimentos de juventude no âmbito da Rede de Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade - Rejuma[3], que nasce de uma articulação dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente - sediados em todas as unidades federativas do país. Este processo se deu durante a I Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente realizada em 2003, que reuniu 16 mil escolas em todo o país, mobilizando quase seis milhões de pessoas em quatro mil municípios, segundo dados do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, composto pelo Ministério da Educação e pelo Ministério do Meio Ambiente, organizadores do evento.

A construção de sociedades sustentáveis passa por também consolidar o engajamento e militância destas juventudes, que hora se mostram dispostas e animadas na construção do movimento de juventude pelo meio ambiente no Brasil, no contexto de uma Educação Ambiental crítica e transformadora, tendo como pressupostos o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global[4], documento que se configura na grande carta de princípios dos Educadores Ambientais Brasileiros, nacionalmente articulados na Rede Brasileira de Educação Ambiental - Rebea[5], que por sua vez, entrelaça redes de educação ambiental: estaduais, regionais e temáticas, dentre elas a Rejuma.

Do ponto de vista político e sócio-econômico-cultural, os sentimentos que congregam esta nova juventude ambientalista, trás animação e irreverência a diversidade, pluralidade e jeitos diferentes de ser de cada um, mas que, no entanto é movida, sobretudo pelo desejo compartilhado de uma vida melhor e ambientalmente saudável, sustentável.

Assim, se as problemáticas ambientais vêm crescendo dia-a-dia, percebidas a olho nu e tornando-se mais graves e cada vez mais globais, a atuação das juventudes na Educação Ambiental, constitui-se num desafio mais complexo, sério e muito mais exigente do que em outras épocas.

O desafio, portanto é enorme e é urgente consolidar o movimento de juventude pelo meio ambiente, fortalecendo o seu espírito revolucionário e transformador que ainda se encontra presente no imaginário juvenil, reforçando os princípios: Jovem Educa Jovem e Jovem Mobiliza Jovem, assim como também é necessário fortalecer o princípio de que Uma Geração Aprende com a Outra, que somos  todos aprendizes e em construção permanente segundo nos aponta o Tratado de EA.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

______. Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental. MMA. MEC. Manual Orientador: Coletivos Jovens de Meio Ambiente. Brasília: MMA. MEC, 2006. Disponível em:

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______. Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental. MMA. MEC. Juventude, Cidadania e Meio Ambiente: subsídios para a elaboração de políticas públicas. Brasília: MMA. MEC, 2006. Disponível em: .



[1] Recentemente no Brasil tem-se enfatizado a utilização do termo no plural – juventudes – como forma de assumir que o termo é plural, que há inúmeros movimentos de juventude, com temas de interesse, estratégias de atuação e formas de organização diferentes entre si.

[2] Para a produção de um material didático para Gestores Públicos, com a finalidade de explicar a situação de vida dos jovens no Brasil. 2007.

[3] Conheça a Rejuma: www.rejuma.org.br / rejuma@gmail.com

[4] Documento aprovado na Rio-92 por educadores ambientais de várias partes do mundo.