domingo, 18 de janeiro de 2009

Visitando Barreiras (BA)

Descendo de bote no Rio das Ondas em Barreiras-BA, foi que me encantei mais uma vez com as belezas da natureza, que se mostra poderosa e fascinante em cada uma de suas características tão peculiares. O passeio foi super divertido... estávamos eu, tia Rosa, Orismar meu padrinho e meus primos, Rafael, Rodrigo e Ludmilla.


O fabuloso Rio, ainda limpo numa cidade de cerca de 130 mil habitantes é a alegria do povo de Barreiras, que toma banho acompanhado de muitas mordiscadas de pequenos lambaris que fazem a festa ao menor sinal de alimento ou peles branquinhas como a minha, rs. Confesso que me assustava de minuto em minuto com a presença destes peixinhos (e como eram muitos e atrevidos, rs!).


Nem preciso dizer o quanto foi bom e relaxante descer o Rio das Ondas de bote. Em lugares onde o rio era mais fundo - éramos autorizados a pular do bote e ser levados pela correnteza rio abaixo (usando salva-vidas é claro!).


A paisagem paradisíaca do caminho, com grandes casas, muitos pontos de banho, muita música animada.... várias bóias cheias de gente.... enfim, de um tudo íamos vendo pelo passeio que durou cerca de uma hora e meia.


Comemos peixe frito num dia, no outro arroz, farofa, purê de mandioca, filé bovino e de frango; tudo regado com um cervejinha super gelada, já que ninguém é de ferro.


Quem mora em Barreiras, há mais de um ano é o meu primo, Rafael, que é uma grande figura, não só porque é um dos mais jovens Procuradores da República que conheço (aliás ele é o único, hehehe), mas também é uma pessoa legal e animada, que se diverte, mas na mesma medida dá atenção a família.


E assim, termino a história por hoje, enquanto todos descansam do passeio. Daqui há pouco vamos procurar jantar alguma coisa e mais tarde jogar um baralhinho esperto, coisa de quem esta moído depois de passar o dia tomando banho de rio, rs. Amanhã volto pra Goiânia... volto as tarefas e militância do CJ-GO e já nos preparando para ir a Belém do Pará, para o Fórum Social Mundial e também conhecer um pouco da Amazônia. Depois conto dos preparativos.


Diário de Bordo,

Barreiras, Bahia, 18 de janeiro de 2009.


Diogo Damasceno Pires

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Férias no Faina

Entre serras, rios e matas o Cerrado é pura beleza em caminhos tortuosos, pedras e água cristalina que derrama lágrimas em lindas cachoeiras e com o mais profundo cheiro de mata, onde vive um povo simples e sincero que troca esperanças e apóia uns aos outros com a premissa de viver em comunidade ao embalo da cultura popular.

Falo de uma terra esquecida e até desprezada, aos olhos de muitos que vivem aqui pelas bandas de Goiás; trata-se do município de Faina (GO), que passa a existir em 1989, quando é desmembrado da antiga cidade de Goiás e deixa de ser distrito para se tornar cidade.

Abençoado por Nossa Senhora da Penha, padroeira da cidade, Faina esconde o que tem de mais bonito no Cerrado Goiano, com toda a sua flora, fauna, pessoas e cultura local, que tem na Folia de Reis, o resgate popular, já que trata de uma das solenidades mais antigas do calendário cristão, no qual se comemora a visita dos Reis Magos ao menino Jesus.

A razão de ser de uma Folia de Reis é a representação da jornada dos magos, trata-se especialmente de um teatro musical paralitúrgico. Há papéis de

terminados, organização interna, texto e música próprios; tudo isto sintetizado na figura do embaixador (ou chefe da folia como chamam), que manda mais, tendo que saber todos os fundamentos da folia, cantar de cor e ser repentista. Cumpridas as obrigações, os foliões são chamados a um jantar onde se repete, com maior solenidade, o cerimonial dos pousos anteriores.

Foi neste ambiente mágico e desconhecido aos meus olhos, que passei alguns dias em férias, na Fazenda Luiz de França, onde mora a Dona Edna, o Seu Oride, pais da minha querida namorada Patricia Godinho, que junto com sua irmã Mariana, viveram e foram criadas na infância, embrenhadas na mata, tomando leite no curral e tomando banho na região do Alagado.

Lá tem pé de pequi, tem curriola, seriguela, goiaba, abacate, caju, manga... e outros tantos pés de “árvre” que dá fruta, ou que dá flor, que dá sombra ou esperança, de um cerrado que a gente come com os olhos e sente o sabor e o aroma que só pode sentir de verdade estando por lá.

Fui passar o fim de ano e fiquei para a festa de Folia de Reis, já que teve pouso da folia na Fazenda Luiz de França, passando a festa acabei ficando, ficando... para conhecer um pouco mais da região, revezando na garupa da moto da Patricia ou do pai dela... fomos até no povoado da Burduna, que encerrou a festa de folia com a recolhida dos foliões, com cantoria e muita, muita comida outra vez, rs....

Por lá bebi leite no curral, comi abacate com açúcar, comi carne da lata e conheci muita gente legal... a Maria de Lurdes, o João Uilha (será que se escreve assim?), o Zé Coei, o Cumpade Paulo (Reino) e tantos outros. Além de poder rever a família da Patricia... os motoqueiros selvagens, Marcelo, Juarez, Thiago, Dudu... as crianças, Marcelinho, Juliana e Guigui... Dejane, Glaucia, Carla... o Mendes e a Helena, Gabriela e Flora e por fim, dona (ti) Divina.

Depois conto as aventuras que passei por lá, rs. Ainda tem muita história.

Abraços de bom começo de ano para todos nós,

Diogo Damasceno Pires