quarta-feira, 22 de abril de 2015

A flor e eu beija flor

Tinha uma flor no meio do caminho,  
no meio do caminho tinha uma flor...

Quem sabe o caminho fosse longo,  
quem dera fosse logo ali... 

Mas o importante ainda seria,  
continuar sua história...

Todos juntos caminhando, 
vc,  eu e outros por aí.

Para Juliane Ricaldes e todos os amigos cuiabanos que sinto falta.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Previsibilidade

Sou previsivelmente imprevisível! 

Sou daqueles com a capacidade constante de surpreender e mudar os rumos, mesmo quando o destino é tão linear e singular! 


Sou a constância intempestiva e a ressonância dos desígnios de seres de outrora... 

Tudo porque amo, tendo a liberdade de ser quem sou no mundo que escolhi viver, sendo vento quando quero, verão quando preciso ser.


Por Diogo Damasceno, em 04 de abril de 2014.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

NOITE EM CLARO

Nada é tão difícil
Que não seja possível 
Se resolver

Mesmo que a esperança 
Acabe quando
Chega o amanhecer

Pois, se mantém a
Consciência no lugar 
Tudo pode fazer

Pensando tranquilo
Na vida que segue e
De volta ao renascer

Por Diogo Damasceno Pires em 27/01/2014

CANGOTE

Boca que morde
Barba que arranha

Arrepio provocante
Perfume que entranha

É queixo na nuca
Tensão que derrama

Cangote de moça
Pescoço que assanha

Por Diogo Damasceno Pires em 31 de janeiro de 2014.
Dedicado a Dienniffer Figueiredo, amiga do cangote mais cheiroso que conheço, rs

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Fim do dia

Um beijo breve
De segundos leves
Mas com tanta carga
Com tanta energia
Que podia ser eterno
Durar, quem sabe
Um pouco a mais

Mas era só um beijo
Um pequeno gesto
Singelo e
No rosto
Um até logo
Um adeus
Quem sabe...

De repente
Foi o mundo
Sustentando segundos
Mas era só despedida
Era só o acaso, um caso
Daqueles que não se resolvem
Que talvez nem tenha solução

Eu bem sei
Era pra ser bem mais
Mas foi o que foi
Sem voltar atrás
Só para ter certeza
De que ainda pode ser...
Algo apenas que uma despedida mais

Diogo Damasceno, em 20 de janeiro de 2014.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Gordinho Errado



Algumas vezes sinto que certas coisas só acontecem comigo, rs. 
De um modo geral já estou acostumado com episódios em que me envolvo em pequenas aventuras ou histórias loucas, que só quem me conhece, acredita, de tão fantásticas. Mas vamos lá... deixa eu contar mais uma.

Vida de militante é foda! Pense apenas por um instante o que é se doar, de corpo e alma aos projetos que você acredita... agora pense, que tudo isto é mais difícil, quando você é um lascado, sem grana e que tem de conciliar tudo isto com seu trabalho (porque afinal, precisamos sobreviver de algum modo, neh?!).

Estava em plena organização do Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente, trabalhando na logística, na produção das artes e acompanhando toda a produção do evento.

Decido ir mais cedo para Pirenópolis, uma semana antes do Encontro. Fiz os arranjos necessários no trabalho (trocas de plantão) para conseguir as folgas necessárias, mas ainda passei a última noite de plantão, em que entro as 19h e saio as 7h, aproveitando os intervalos de ronda na madrugada para fechar o material gráfico do evento. Passo em casa para buscar a mala, que já havia deixado pronta e vou direto para a gráfica, já que precisava deixar os arquivos pessoalmente na mesma e fechar os detalhes da impressão, que precisou de um ou outro acerto na arte e só consegui sair de lá as 13h. 

Duríssimo, praticamente sem grana, estava com míseros R$ 12,00 no bolso para pagar as passagens a fim de chegar em Pirenópolis. Começo com o azar de fazer 1h de viagem de pé no ônibus lotado para a Anápolis (já cansado, há dezenas de horas sem dormir e com fome)... chego a Rodoviária de Anápolis, espero outra hora, saindo no Bus pra Piri às 14h30... conseguindo me sentar pela primeira vez numa poltrona e conseguindo tirar um breve cochilo (que espero não ter roncado, rs).

Enfim chego a charmosa Pirenópolis completamente exausto, com uma fome intensificada e ainda com muito, muito sono e desta vez... também sem bateria no celular, quando consigo dar uma carguinha no celular (graças a bondade dos Pirenopolinos, que me deixaram utilizar uma tomada na lanchonete da rodoviária de Piri), ligo para a Patricia Ferraz, amiga e parcerissíma para me socorrer e me buscar na rodoviária, já que também iria ficar em sua casa até a data do Encontro.

A Patricia atende meu telefonema, mas senti que a hora não era das melhores... ela estava ocupadissíma e "naqueles dias" e me sugeriu pegar um moto-táxi para chegar até ela... eu muito constrangido, expliquei que não tinha um puto no bolso e que estava ilhado na rodoviária com uma baita mala e para completar o desfecho, ainda chovia no momento. A Paty sensibilizada, avisou que dava um jeito e ia me buscar.

Eu, todo carente e com cara de vítima, sento num banco de concreto, a espera da minha carona... 

É bem quando, chega um moço de moto-táxi e me diz: "Vamos?" e eu, "Uai, vamos!", ainda meio desconfiado, mas imaginando que a Patricia o havia enviado, pergunto: "Mas o senhor sabe onde é?" e ele, "claro... se é onde ela mora, sei de maisss... monta aí na garupa!" e foi o que fiz... e o moço deu a partida e seguiu viagem, me ajudando a carregar a mala...

Pegamos um pouco de chuva... e no caminho, que de começo achei estranho, mas o deixei me levar assim mesmo, porque sou péssimo de localização e realmente, nunca sei mesmo para onde estou indo...

O moço para a moto de frente uma casa em Pirenópolis. 

É quando saí uma mulher assustada e diz: "Moço, cadê meu filho???"... o moto-taxista responde de volta: "Mas, vc não me mandou buscar um gordinho na rodoviária???" e eu, percebendo o engano: "Putz, mas o senhor buscou o gordo errado... Só vim, porque achei, que o senhor era a minha carona..."

Confusão armada, chuva novamente, ele meio irritado me deixa num ponto de moto-táxi, ainda querendo me cobrar a corrida. "Moço, nem tenho dinheiro... o senhor me levou do nada pra lugar nenhum e ainda estou perdido..."

Na outra ponta da história, estava a Patricia a me procurar, já meio brava por não me achar e eu, mais uma vez tentando localizá-la no celular, que não atendia nunca... e quando consigo o contato... lá vai eu, tentar explicar o ocorrido e continuar pedindo para me resgatar... explico que estou no ponto de moto-táxi, ao lado da Casa Mello (um supermercado de Pirenópolis)... e mais uma vez ela saí de casa em minha busca.

"Diogo, cadê você?", "estou aqui de frente a Casa Mello e não te vejo"... "Tô aqui, uai...! Bem de frente"... "Impossível, não estou te vendo..." e eu: "Só tem uma Casa Mello em Pirenópolis?"  ela, "Nãooo... putz, Diogo, como vc foi parar no Bonfim???? Isso é do outro lado da cidade..." e eu mais uma vez, tentei explicar, mas já não sabia o que dizer... apenas que fui parar lá por um grande acaso do destino...

Agora, faço graça da situação, mas na hora, foi desesperador... pois além de cansado, dezenas de horas sem dormir e com fome, também já me encontrava molhado e desconsolado, rsrs...

Coitado de mim kkkk... foi tudo o que pensei... mas por fim, tudo deu certo e finalmente fui acolhido pela Patricia e bem cuidado... pois precisei ser ajudado, para poder ajudar tantos outros, que em uma semana, começariam a chegar pro evento, contanto suas próprias aventuras, de como foi chegar a encantadora Pirenópolis, rs.

Abraços,

Diogo Damasceno Pires

Encerrando o ano, com boas histórias, esperando sofrer um pouco menos em 2014, rsrs.
Em 31 de dezembro de 2013.