terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Gordinho Errado



Algumas vezes sinto que certas coisas só acontecem comigo, rs. 
De um modo geral já estou acostumado com episódios em que me envolvo em pequenas aventuras ou histórias loucas, que só quem me conhece, acredita, de tão fantásticas. Mas vamos lá... deixa eu contar mais uma.

Vida de militante é foda! Pense apenas por um instante o que é se doar, de corpo e alma aos projetos que você acredita... agora pense, que tudo isto é mais difícil, quando você é um lascado, sem grana e que tem de conciliar tudo isto com seu trabalho (porque afinal, precisamos sobreviver de algum modo, neh?!).

Estava em plena organização do Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente, trabalhando na logística, na produção das artes e acompanhando toda a produção do evento.

Decido ir mais cedo para Pirenópolis, uma semana antes do Encontro. Fiz os arranjos necessários no trabalho (trocas de plantão) para conseguir as folgas necessárias, mas ainda passei a última noite de plantão, em que entro as 19h e saio as 7h, aproveitando os intervalos de ronda na madrugada para fechar o material gráfico do evento. Passo em casa para buscar a mala, que já havia deixado pronta e vou direto para a gráfica, já que precisava deixar os arquivos pessoalmente na mesma e fechar os detalhes da impressão, que precisou de um ou outro acerto na arte e só consegui sair de lá as 13h. 

Duríssimo, praticamente sem grana, estava com míseros R$ 12,00 no bolso para pagar as passagens a fim de chegar em Pirenópolis. Começo com o azar de fazer 1h de viagem de pé no ônibus lotado para a Anápolis (já cansado, há dezenas de horas sem dormir e com fome)... chego a Rodoviária de Anápolis, espero outra hora, saindo no Bus pra Piri às 14h30... conseguindo me sentar pela primeira vez numa poltrona e conseguindo tirar um breve cochilo (que espero não ter roncado, rs).

Enfim chego a charmosa Pirenópolis completamente exausto, com uma fome intensificada e ainda com muito, muito sono e desta vez... também sem bateria no celular, quando consigo dar uma carguinha no celular (graças a bondade dos Pirenopolinos, que me deixaram utilizar uma tomada na lanchonete da rodoviária de Piri), ligo para a Patricia Ferraz, amiga e parcerissíma para me socorrer e me buscar na rodoviária, já que também iria ficar em sua casa até a data do Encontro.

A Patricia atende meu telefonema, mas senti que a hora não era das melhores... ela estava ocupadissíma e "naqueles dias" e me sugeriu pegar um moto-táxi para chegar até ela... eu muito constrangido, expliquei que não tinha um puto no bolso e que estava ilhado na rodoviária com uma baita mala e para completar o desfecho, ainda chovia no momento. A Paty sensibilizada, avisou que dava um jeito e ia me buscar.

Eu, todo carente e com cara de vítima, sento num banco de concreto, a espera da minha carona... 

É bem quando, chega um moço de moto-táxi e me diz: "Vamos?" e eu, "Uai, vamos!", ainda meio desconfiado, mas imaginando que a Patricia o havia enviado, pergunto: "Mas o senhor sabe onde é?" e ele, "claro... se é onde ela mora, sei de maisss... monta aí na garupa!" e foi o que fiz... e o moço deu a partida e seguiu viagem, me ajudando a carregar a mala...

Pegamos um pouco de chuva... e no caminho, que de começo achei estranho, mas o deixei me levar assim mesmo, porque sou péssimo de localização e realmente, nunca sei mesmo para onde estou indo...

O moço para a moto de frente uma casa em Pirenópolis. 

É quando saí uma mulher assustada e diz: "Moço, cadê meu filho???"... o moto-taxista responde de volta: "Mas, vc não me mandou buscar um gordinho na rodoviária???" e eu, percebendo o engano: "Putz, mas o senhor buscou o gordo errado... Só vim, porque achei, que o senhor era a minha carona..."

Confusão armada, chuva novamente, ele meio irritado me deixa num ponto de moto-táxi, ainda querendo me cobrar a corrida. "Moço, nem tenho dinheiro... o senhor me levou do nada pra lugar nenhum e ainda estou perdido..."

Na outra ponta da história, estava a Patricia a me procurar, já meio brava por não me achar e eu, mais uma vez tentando localizá-la no celular, que não atendia nunca... e quando consigo o contato... lá vai eu, tentar explicar o ocorrido e continuar pedindo para me resgatar... explico que estou no ponto de moto-táxi, ao lado da Casa Mello (um supermercado de Pirenópolis)... e mais uma vez ela saí de casa em minha busca.

"Diogo, cadê você?", "estou aqui de frente a Casa Mello e não te vejo"... "Tô aqui, uai...! Bem de frente"... "Impossível, não estou te vendo..." e eu: "Só tem uma Casa Mello em Pirenópolis?"  ela, "Nãooo... putz, Diogo, como vc foi parar no Bonfim???? Isso é do outro lado da cidade..." e eu mais uma vez, tentei explicar, mas já não sabia o que dizer... apenas que fui parar lá por um grande acaso do destino...

Agora, faço graça da situação, mas na hora, foi desesperador... pois além de cansado, dezenas de horas sem dormir e com fome, também já me encontrava molhado e desconsolado, rsrs...

Coitado de mim kkkk... foi tudo o que pensei... mas por fim, tudo deu certo e finalmente fui acolhido pela Patricia e bem cuidado... pois precisei ser ajudado, para poder ajudar tantos outros, que em uma semana, começariam a chegar pro evento, contanto suas próprias aventuras, de como foi chegar a encantadora Pirenópolis, rs.

Abraços,

Diogo Damasceno Pires

Encerrando o ano, com boas histórias, esperando sofrer um pouco menos em 2014, rsrs.
Em 31 de dezembro de 2013.






quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Minha Lista de Filmes de Anime Preferidos

Gosto muito de animes, principalmente dos filmes, por isto compartilho minha lista preferida aqui! Todos podem ser vistos na web, basta fazer uma breve busca no google que vcs os encontram. Se tiverem outras indicações de filme do gênero, me avisem!

- A Viagem de Chihiro
- O Castelo Animado
- Princesa Mononoke
- Meu Amigo Tororo
- Ponyo, Uma Amizade que Veio do Mar
- Laputa, o Castelo no Céu
- O Serviço de Entrega da Kiki
- Nausicaä do Vale do Vento
- Metropolis do genio Ozamu Tezuka!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Torcida organizada e a violência: terror no ônibus

Chego em Goiânia ontem e da rodoviária vou procurar um ônibus para acabar de chegar em casa. Entrei no 253... e ao passar pela praça cívica o ônibus foi invadido pela torcida organizada do Goiás (cerca de uns 50)... e fizeram um verdadeira arrastão, roubando os passageiros um a um, machucando alguns. A maior parte portava armas brancas (chuços) e pelo menos um estava armado com um 32. Surfaram no ônibus, vandalizaram e roubaram as pessoas pelos pontos de ônibus pelo caminho e cheguei a vê-los roubando carros também. Mas dentro do ônibus foi o mais tenso, com uma abordagem intimidadora, que deixou a maioria dos passageiros em pânico e sem ter o que fazer. Como trabalho há 10 anos na área da criança e do adolescente... já fui do SOS criança e agora, no CIA - Centro de Internação de Adolescentes tentei uma psicologia reversa e funcionou para mim, mas vi gente levar socos e a pele perfurada a menor reação. Fica o desabafo, de ter vivido uma cena de terror e incompreensão por tamanha violência e sem ter meios para reagir.
Como não mexeram comigo, as pessoas que tinham sido oprimidas vieram para o fundo do ônibus onde eu estava... como se eu pudesse protegê-las... nos cinco banco no fim do ônibus, sentaram comigo cerca de 8 pessoas espremidas, esperando chegar ao Serra Dourada, para que a torcida do Goiás pudesse descer...

O diálogo com o cara que me abordou, foi mais ou menos assim:
- Cê tá me olhando
- Não, vc é que tá me olhando
- Cê tá me olhando mesmo? Tá me encarando?
- Acho que é vc quem tá me encarando...
- Tá desacreditando véi? Tá desacreditando de mim, véi?
- Vc não me conhece, não sabe quem eu sou... acho que vc é quem tá desacreditando... sou de boa, parece que vc é tb, vamos ficar assim e pronto, não?!
- Tá certo... cê parece de boa... deixa queto!.... Ó galera... esse aqui é truta, mexe com ele não!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A Ronda

Um pouco de som
Um tanto burburinho

Um pouco de paz
Um tanto alerta
Um pouco de lua
Um tanto penumbra

Um pouco de sono
Um tanto de nada
Um pouco de sonhos
Um tanto acordado

Um pouco sem sentido
Um tanto sentindo
E assim passa a noite
Após noite, assim 


Certezas de nada e
Rondando sem fim

segunda-feira, 15 de abril de 2013

COMO ENCONTREI MEUS IRMÃOS

Sangue, Encontros e Reencontros. 

"Ter um irmão é ter, pra sempre, uma infância lembrada com segurança em outro coração."
Tati Bernardi


Sou fruto da ex-primeira mulher do meu pai. Com ela, ele fez a mim, seu primogênito e o único irmão germano que tenho... o Paulo Victor. Mas a história continua e sem uma boa confusão, que graça teria?

Com a ex-segunda mulher teve o João Paulo, com a ex-terceira nenhum (a não serem para ele os de consideração), com a ex-quarta veio a Ranna, com a ex-quinta veio o Pedro e com a atual sexta enfim nasceu o Vitor.

Seria simples dizer apenas que meu pai foi um mulherengo de primeira, mas o surpreendente, data vênia, foi irmos conhecendo os irmãos aos poucos e descobrindo suas existências ou nos descobrindo ao longo de nossas vidas...

Ainda bem pequeno achei que fosse o único, logo veio o irmão caçula e próximo da linhagem que cresceu ao meu lado...

Ainda criança, descubro num passeio um pequeno anjo no berço, de cabelos enroladinhos, loiro e cheio de luz, era o João Paulo, que foi uns dos bebês mais lindos que já vi e que hoje é alguém que tanto admiro e que continua a arrancar suspiros por ai.

Daí veio o pequeno Vitor, de sorriso sapeca e cheio de alegria, além de uma energia que nunca acaba. Agora... o verdadeiro caçula da história.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas... e foi assim que, a partir apenas de um nome e um sobrenome, localizei minha irmã, a Ranna nas redes sociais... até sabia da sua existência, mas foi graças a internet que encontrei minha irmã.

Outro, porém ainda estava perdido, mas foi hoje, que pude encontrá-lo e conhecê-lo, depois de tantos anos da sua existência, seu nome era Pedro ele dizia. Agora, fechando o ciclo, encontrando e reencontrando os irmãos, achados e perdidos por aí. Mas que este não seja o fim, apenas o começo!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Acidentes sempre me acontecem...


Acidentes acontecem... a gente bem sabe disto... mas comigo, nossa... é meio cíclica essa história. Pequenos acidentes, banais e sem sentido e sempre de uma hora para a outra, quando menos esperamos, eis que me surge o problema do dia, seja um tropeção (as vezes engraçados, as vezes não), uma mordida de língua (aff, como dóiii) à casos mais graves e complicados.

Comigo tem sido assim, no ano anterior, quebro o braço (pulando de um boi), detono o joelho (caindo da moto), entrevo a coluna (descubro uma hérnia), batida de carro (dia de cão), quebro um dente (normal, neh), tombos e tropeções por ai... hospitais, clinicas, médicos, licenças médicas e atestados. Haja paciência!

Ontem, num bar com os amigos (Carlos e Tiago) acontece de novo... nada previsível, mas em se tratando de mim, nenhuma novidade também... a ideia era fechar o feriado com chave de ouro, além de curtir o último dia de férias do trabalho e eis que após umas taças de champagne, desço do banquinho alto e sinto uma dor dilacerante ao pisar o pé no chão, pois havia uma taça quebrada e sua base atravessou meu tênis como um prego em riste e rasgou minha carne, tirando de mim um urro abafado e uma expressão de dor no rosto.

Pedi para tirarem meu tênis imediatamente e quando o fizeram, minhas vistas escureceram e a pressão abaixou quase me tirando os sentidos, com o sangue a jorrar em abundância, deixando meu rastro em poças vermelhas pelo caminho.

Rodamos pelo menos uns cinco hospitais na cidade, pois nenhum dispunha de médico para realizar a sutura necessária para conter o sangue que ainda jorrava. Achamos enfim, o atendimento no Hospital Jardim América e fui rapidamente atendido, costurado e medicado. Sem direito a reclamar das agulhadas da anestesia e das picadas na pele para os medicamentos.

Como se não bastasse, um funcionário do bar, liga atrás de nós, cobrando as comandas, pois no calor do acidente, deixamos sem pagar. Até voltamos mais tarde pra quitar o valor, mas já haviam fechado, o que me resta voltar outro dia pra resolver a pendenga. Mas, não sem antes reclamar, da falta de assistência e atendimento de socorro em situações como esta... não havia um kit de primeiros socorros (que poderia ter ajudado a estancar o sangue por exemplo) ou a disposição de me encaminhar há algum hospital ou mesmo de acionar o SAMU, o que pra mim, seria um procedimento mais adequado e respeitoso.

Seguimos o bonde, ou melhor, espero que pare a dor e que meu pé sare rápido, pois do contrário, só me resta a internet de conforto, já que é impensável sair de casa agora ou mesmo da minha cama.

Por Diogo Damasceno Pires